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Sociedade de São Vicente de Paulo

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Bem-vindo ao site Oficial da Associação SSVP - Sociedade de São Vicente de Paulo de Portugal.
Neste site  vai encontrar "tudo" sobre esta obra sócio-caritativa.
O site "ssvp-portugal.org" foi lançado para favorecer e divulgar, formar e informar, todos os interessados sobre esta obra sócio-caritativa a nível mundial, nacional, regional e até mesmo local. O site "ssvp-portugal.org" é um projecto fundado em Abril de 2008.
O visitante registado / autenticado terá acesso a documentos e informação priveligiada, bem como submeter artigos de imprensa ou redigir sobre aquilo que lhe desperta interesse, dentro dos temas abordados. Após recepção as notícias validadas são publicadas.
Aceitamos sugestões, para isso faça o seu registo.
Este site ainda se encontra na fase de construção, contudo poderá já consultar alguma informação.

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Incompatibilidade entre estilo de vida atual e a prática da caridade

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O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, lamentou, este domingo, o estilo e a agitação diária da vida contemporânea e alertou que o mais importante da existência é a caridade e a atenção que se deve prestar uns aos outros.
D. Manuel Quintas falava, em Cachopo, diocese do Algarve, no contexto da tomada de posse do novo pároco local, o padre Alberto Teixeira.
“Só é possível vivermos esta dimensão fraterna do amor e da caridade se nos conhecermos, abrirmos e formos ao encontro das necessidades dos outros”, lembrou o prelado, advertindo para “um dos males da sociedade de hoje”.
“Cada vez vivemos mais em solidão. Parece que não temos tempo para nada. Andamos a fugir uns dos outros. Até há gente que morre e ninguém dá por isso. Não temos tempo uns para os outros. Se não temos tempo para estar uns com os outros como podemos partilhar a vida uns dos outros e pôr em prática o mandamento da caridade?”, evidenciou questionando o prelado.

O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, lamentou, este domingo, o estilo e a agitação diária da vida contemporânea e alertou que o mais importante da existência é a caridade e a atenção que se deve prestar uns aos outros.
D. Manuel Quintas falava, em Cachopo, diocese do Algarve, no contexto da tomada de posse do novo pároco local, o padre Alberto Teixeira.
“Só é possível vivermos esta dimensão fraterna do amor e da caridade se nos conhecermos, abrirmos e formos ao encontro das necessidades dos outros”, lembrou o prelado, advertindo para “um dos males da sociedade de hoje”.
“Cada vez vivemos mais em solidão. Parece que não temos tempo para nada. Andamos a fugir uns dos outros. Até há gente que morre e ninguém dá por isso. Não temos tempo uns para os outros. Se não temos tempo para estar uns com os outros como podemos partilhar a vida uns dos outros e pôr em prática o mandamento da caridade?”, evidenciou questionando o prelado.

Fonte: Folha do Domingo

Actualizado em Terça, 15 Novembro 2011 14:47

Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade criou Plano de Emergência Social do Governo

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A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) redigiu o Plano de Emergência Social do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, revelou à ECCLESIA o presidente da plataforma, padre Lino Maia.
“Antes da campanha eleitoral [para as eleições legislativas de 5 de junho], o PSD [partido que lidera a coligação governamental] pediu à CNIS para fazer uma proposta de plano de emergência”, explicou o responsável, adiantando que o projeto está “tal qual no programa do Governo, com pequeníssimas alterações”.
A estratégia, que deve começar a ser executada “o mais tardar em outubro”, foi concebida a partir das medidas implementadas há 20 anos por organismos de apoio social na diocese de Setúbal, quando a região “passou por uma época bastante difícil”, referiu o sacerdote de 63 anos.
O responsável sublinhou que o plano não vai criar “novos organismos e despesas” porque recorre às instituições de solidariedade e às autarquias, que “conhecem as situações” de carência e, por esse motivo, “acautelam oportunismos”.
As verbas para este plano têm origem na poupança alcançada pelo Governo ao não nomear diretores-adjuntos regionais da Segurança Social, bem como no Fundo de Socorro Social e em recursos comunitários que estavam “quase parados”, explicou o presidente da CNIS.
O padre Lino Maia admite que o plano “não é uma panaceia para todas as situações” e reconhece que o projeto pode ser acusado de “assistencialista”, mas justifica a opção: “Teremos cada vez mais pessoas a pedir pão, medicamentos e roupa, e não lhes podemos só dizer ‘contenta-te com a tua sorte’”.
O presidente da CNIS advoga a “universalidade de respostas” mas sem “gratuidade para todos”, pelo que defende o pagamento dos serviços de acordo com os recursos económicos dos utentes, a fim de evitar o “despesismo” e a “implosão” da Segurança Social.
“Muitas vezes os benefícios eram quase para a eternidade, e não para a autonomia das pessoas”, afirma o sacerdote, que a par do plano de emergência defende a implementação de medidas que visem a emancipação profissional, nomeadamente através da criação de pequenas empresas.
O responsável prevê “uma boa base de diálogo” com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares: “É sensível e tem grande respeito pela CNIS”.
“Não somos extensão do Estado e podemos concordar ou discordar das políticas apontadas pelo Governo; mas devemos cooperar na resolução dos problemas”, frisou o padre Lino Maia, que concorda com a transferência de equipamentos sociais estatais para as instituições de solidariedade.
O sacerdote de 63 anos considera que aqueles equipamentos são “frequentemente mal geridos pelo Estado”, que “não tem vocação para responder a muitas das situações” de carência social.
A transferência da gestão dos equipamentos para instituições de solidariedade, implicando a passagem de um “Estado Social” para um “Estado Solidário”, vai trazer menos custos para o país e agiliza a resposta: “Quem está mais perto [das pessoas com necessidades] tem muito mais condições para resolver as situações”, assinala.
“O Estado deve conhecer, apoiar, coordenar e suprir, quando isso não for possível”, preconiza o padre Lino Maia, para quem o decrescimento da intervenção estatal não significa aceitar o “liberalismo” em matéria social.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) redigiu o Plano de Emergência Social do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, revelou à ECCLESIA o presidente da plataforma, padre Lino Maia.
“Antes da campanha eleitoral [para as eleições legislativas de 5 de junho], o PSD [partido que lidera a coligação governamental] pediu à CNIS para fazer uma proposta de plano de emergência”, explicou o responsável, adiantando que o projeto está “tal qual no programa do Governo, com pequeníssimas alterações”.
A estratégia, que deve começar a ser executada “o mais tardar em outubro”, foi concebida a partir das medidas implementadas há 20 anos por organismos de apoio social na diocese de Setúbal, quando a região “passou por uma época bastante difícil”, referiu o sacerdote de 63 anos.
O responsável sublinhou que o plano não vai criar “novos organismos e despesas” porque recorre às instituições de solidariedade e às autarquias, que “conhecem as situações” de carência e, por esse motivo, “acautelam oportunismos”.
As verbas para este plano têm origem na poupança alcançada pelo Governo ao não nomear diretores-adjuntos regionais da Segurança Social, bem como no Fundo de Socorro Social e em recursos comunitários que estavam “quase parados”, explicou o presidente da CNIS.
O padre Lino Maia admite que o plano “não é uma panaceia para todas as situações” e reconhece que o projeto pode ser acusado de “assistencialista”, mas justifica a opção: “Teremos cada vez mais pessoas a pedir pão, medicamentos e roupa, e não lhes podemos só dizer ‘contenta-te com a tua sorte’”.
O presidente da CNIS advoga a “universalidade de respostas” mas sem “gratuidade para todos”, pelo que defende o pagamento dos serviços de acordo com os recursos económicos dos utentes, a fim de evitar o “despesismo” e a “implosão” da Segurança Social.
“Muitas vezes os benefícios eram quase para a eternidade, e não para a autonomia das pessoas”, afirma o sacerdote, que a par do plano de emergência defende a implementação de medidas que visem a emancipação profissional, nomeadamente através da criação de pequenas empresas.
O responsável prevê “uma boa base de diálogo” com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares: “É sensível e tem grande respeito pela CNIS”.
“Não somos extensão do Estado e podemos concordar ou discordar das políticas apontadas pelo Governo; mas devemos cooperar na resolução dos problemas”, frisou o padre Lino Maia, que concorda com a transferência de equipamentos sociais estatais para as instituições de solidariedade.
O sacerdote de 63 anos considera que aqueles equipamentos são “frequentemente mal geridos pelo Estado”, que “não tem vocação para responder a muitas das situações” de carência social.
A transferência da gestão dos equipamentos para instituições de solidariedade, implicando a passagem de um “Estado Social” para um “Estado Solidário”, vai trazer menos custos para o país e agiliza a resposta: “Quem está mais perto [das pessoas com necessidades] tem muito mais condições para resolver as situações”, assinala.
“O Estado deve conhecer, apoiar, coordenar e suprir, quando isso não for possível”, preconiza o padre Lino Maia, para quem o decrescimento da intervenção estatal não significa aceitar o “liberalismo” em matéria social.

Fonte: www.ecclesia.pt

Actualizado em Quinta, 14 Julho 2011 10:37

Fátima: Origem da crise está no esquecimento de Deus, diz bispo de Santarém

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O bispo de Santarém alertou hoje em Fátima para as consequências do “esquecimento de Deus”, considerando que a atual crise “económica e financeira” é consequência de uma “crise mais ampla, espiritual e ética”.
D. Manuel Pelino falava na homilia da missa de encerramento da peregrinação internacional de julho, no Santuário da Cova da Iria, diante de milhares de pessoas.
“O esquecimento de Deus, na cultura contemporânea, tem provocado o esquecimento do homem e diluído a responsabilidade de construir um mundo mais humano, justo e saudável”, disse o prelado, lembrando aos católicos a importância de manifestarem na sociedade um “amor que se aproxima, solidariza e salva das dificuldades concretas”.
Esta “ausência de Deus”, disse o bispo de Santarém, “repercute-se na ausência de referências éticas e no empobrecimento de valores humanos”.
Para este responsável, existe em Portugal um “défice de esperança no futuro”, um “sentimento de insegurança” e uma “sensação de desconfiança nas promessas e cálculos económicos”.
Homilia de D. Manuel Pelino
“Para vencer a crise, precisamos de mudar de estilo de vida, seguir um caminho novo”, acrescentou, sublinhando a importância da solidariedade e da partilha.
Aos católicos, precisou, compete a prática “do amor fraterno” e das “boas obras”, particularmente no atual momento de crise.
“A realização ou fracasso da nossa vida cristã depende da prática do amor”, assinalou.
Na noite de terça-feira, o bispo de Santarém tinha alertado para a “moda” da “indiferença religiosa”.
“Nota-se hoje um sentimento de insegurança, de solidão, de desânimo, porque sem Deus ficamos entregues a nós mesmos, dependentes dos nossos medos, sem luz para nos orientarmos”, afirmou.
Para D. Manuel Pelino, “à medida que se apaga a memória de Deus na consciência”, muitas pessoas “ficam sem orientação, perdem as referências do bem e do mal, sobretudo, falta o apelo ao amor verdadeiro, à liberdade e à fraternidade”.
44 grupos organizados de peregrinos anunciaram-se como participantes nas celebrações da vigília, revelou o site do Santuário.
A sala de imprensa da instituição sublinha que, como é tradição nesta peregrinação, desde 2008, o ícone oriental de Nossa Senhora de Fátima foi colocado na Capelinha das Aparições.
Segundo a publicação ‘Memórias da Irmã Lúcia’, escrita pela própria vidente de Fátima, Nossa Senhora abriu as mãos na aparição de 13 de julho de 1917 e os três pastorinhos tiveram uma visão do Inferno.
Em seguida, a Virgem revelou que viria pedir a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, razão pela qual o ícone foi pintado na Rússia, segundo as técnicas tradicionais, e tem escrita a palavra ‘coração’.
No final da celebração, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, lembrou a mensagem da aparição de julho, em 1917, na qual, disse, se mostrou “o amor divino que sustenta e salva o mundo” como a “a última palavra”, apesar do mal e da destruição no mundo.
O prelado deixou em particular uma saudação aos peregrinos italianos, o grupo mais numeroso entre os estrangeiros que anunciaram a sua presença ao Santuário de Fátima.

O bispo de Santarém alertou hoje em Fátima para as consequências do “esquecimento de Deus”, considerando que a atual crise “económica e financeira” é consequência de uma “crise mais ampla, espiritual e ética”.
D. Manuel Pelino falava na homilia da missa de encerramento da peregrinação internacional de julho, no Santuário da Cova da Iria, diante de milhares de pessoas.
“O esquecimento de Deus, na cultura contemporânea, tem provocado o esquecimento do homem e diluído a responsabilidade de construir um mundo mais humano, justo e saudável”, disse o prelado, lembrando aos católicos a importância de manifestarem na sociedade um “amor que se aproxima, solidariza e salva das dificuldades concretas”.
Esta “ausência de Deus”, disse o bispo de Santarém, “repercute-se na ausência de referências éticas e no empobrecimento de valores humanos”.
Para este responsável, existe em Portugal um “défice de esperança no futuro”, um “sentimento de insegurança” e uma “sensação de desconfiança nas promessas e cálculos económicos”.
Homilia de D. Manuel Pelino“Para vencer a crise, precisamos de mudar de estilo de vida, seguir um caminho novo”, acrescentou, sublinhando a importância da solidariedade e da partilha.
Aos católicos, precisou, compete a prática “do amor fraterno” e das “boas obras”, particularmente no atual momento de crise.
“A realização ou fracasso da nossa vida cristã depende da prática do amor”, assinalou.
Na noite de terça-feira, o bispo de Santarém tinha alertado para a “moda” da “indiferença religiosa”.
“Nota-se hoje um sentimento de insegurança, de solidão, de desânimo, porque sem Deus ficamos entregues a nós mesmos, dependentes dos nossos medos, sem luz para nos orientarmos”, afirmou.
Para D. Manuel Pelino, “à medida que se apaga a memória de Deus na consciência”, muitas pessoas “ficam sem orientação, perdem as referências do bem e do mal, sobretudo, falta o apelo ao amor verdadeiro, à liberdade e à fraternidade”.
44 grupos organizados de peregrinos anunciaram-se como participantes nas celebrações da vigília, revelou o site do Santuário.
A sala de imprensa da instituição sublinha que, como é tradição nesta peregrinação, desde 2008, o ícone oriental de Nossa Senhora de Fátima foi colocado na Capelinha das Aparições.
Segundo a publicação ‘Memórias da Irmã Lúcia’, escrita pela própria vidente de Fátima, Nossa Senhora abriu as mãos na aparição de 13 de julho de 1917 e os três pastorinhos tiveram uma visão do Inferno.
Em seguida, a Virgem revelou que viria pedir a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, razão pela qual o ícone foi pintado na Rússia, segundo as técnicas tradicionais, e tem escrita a palavra ‘coração’.
No final da celebração, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, lembrou a mensagem da aparição de julho, em 1917, na qual, disse, se mostrou “o amor divino que sustenta e salva o mundo” como a “a última palavra”, apesar do mal e da destruição no mundo.
O prelado deixou em particular uma saudação aos peregrinos italianos, o grupo mais numeroso entre os estrangeiros que anunciaram a sua presença ao Santuário de Fátima.

Fonte: ecclesia

Bispos reflectem sobre a acção social da Igreja

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Os bispos portugueses vão estar esta semana reunidos em Fátima nas Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa. Num ano profundamente marcado pela crise económica e financeira, e na sequência do Simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)» que a CEP realizou a 15 de Maio, os bispos portugueses querem aprofundar a reflexão e por isso, vão centrar-se no tema «Pastoral sócio-caritativa: Novos problemas, novos caminhos de acção».

Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA dá conta que, para além dos bispos portugueses, estarão presentes dois delegados de cada diocese, "particularmente responsabilizados no campo da pastoral social".

A jornada que começa na tarde desta Segunda-feira e termina no dia 18, Quinta-feira pelas 14 horas, vai contar com a ajuda de "alguns professores da Universidade Católica Portuguesa", do Secretário da Comissão de Assuntos Sociais da Conferência Episcopal Francesa, o Pe. Jacques Turck, entre outras individualidades.

O mesmo comunicado aponta que as conclusões das Jornadas serão apresentadas à comunicação social na tarde de Quinta-feira, às 14 horas. O Pe. Manuel Morujão, porta-voz da CEP afirma ainda que "eventualmente serão abordados alguns pontos da breve Assembleia Plenária dos Bispos que terá lugar na manhã do dia 18".

Na conferência de imprensa estará presente D. Jorge Ortiga, Presidente da CEP, o Vice-presidente, D. António Marto, o Pe. Manuel Morujão, secretário da CEP e ainda D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

Novos problemas, novos caminhos de acção
A Igreja portuguesa, através dos vários grupos sócio-caritativos das paróquias e das dioceses, e do consequente acompanhamento próximo que faz da realidade social, está apostada em encontrar novos caminhos para dar resposta a crescentes pedidos de ajuda que recebe, correspondentes às dificuldades que as famílias portuguesas enfrentam.

O simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)» que a CEP realizou, organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social, pretendeu envolver toda a comunidade na reflexão para que novas respostas possam dar um passo em frente na ajuda e não perpetuar situações de dependência e pobreza.

D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, manifestava, na altura à Agência ECCLESIA, o desejo, "comum entre os bispos" de fazer surgir "ideias" e propostas. O presidente da CEP sublinhava a importância que os grupos paroquiais tivessem "maior consistência e capacidade de resposta". "Teremos, em certo sentido, de redescobrir a palavra paróquia, que vem do grego e está ligada à ideia de proximidade", acrescenta.

Também D. Carlos Azevedo, apontou a necessidade da dinamização paroquial da caridade cristã. "O problema não é só do governo e do mercado, mas também da sociedade civil", dizia o Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, destacava no decorrer do Simpósio, a importância de a Igreja estar presente no debate sobre a crise "reunindo muita gente que no dia-a-dia está junto da problemática social". Falando à Agência ECCLESIA, o prelado falou numa "reflexão de centenas de pessoas", ligadas à área social e que as propostas decorrentes seriam "colectivas, da Igreja e da sociedade".

Também na última Assembleia Plenária da CEP, em Abril, os bispos reconheciam a "gravidade e amplidão da presente crise socio-económica", reconhecendo os "múltiplos sinais de solidariedade que surgem um pouco por todo o lado, nomeadamente por parte da Cáritas, a nível nacional e diocesano, e de outras instituições e grupos sociocaritativos".

Na mesma Assembleia, o episcopado estudou um documento de trabalho «Repensar a acção pastoral da Igreja», decorrente da visita Ad limina em Novembro de 2007. A análise das "interpelações pastorais do fenómeno da contínua mudança cultural", segundo o comunicado final da Assembleia Plenária e a reflexão que os bispos irão desenvolver ao longo das Jornadas Pastorais poderá resultar num projecto comum, "uma pastoral de conjunto".

Actualizado em Segunda, 04 Julho 2011 10:55

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